Projetor Epson Pro Cinema 4030 (via Home Theater & Casa Digital)


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A escolha de um projetor para home theater envolve acima de tudo contraste e resolução. Se a ideia é assistir aos filmes e séries em uma sala totalmente escura espera-se que o aparelho apresente um bom nível de preto nas cenas escuras, ao invés de uma imagem acinzentada e com cores pouco intensas (lavadas). Ter um projetor Full-HD 3D hoje não é mais privilégio para poucos, tendo em vista a queda nos preços nos últimos anos. A julgar pelas especificações, o Epson modelo 4030 tem tudo para unir o melhor dos dois mundos, embora seja o modelo de entrada da linha Pro Cinema.

INSTALAÇÃO RÁPIDA

O visual já conhecido traz acabamento rústico em preto fosco e saídas de ar frontal. É um modelo flexível em termos de ajustes como poucos testados em nossa sala. Controles giratórios de Lens Shift horizontal e vertical, foco e zoom de fácil acesso – aliados a pezinhos rosqueáveis na parte inferior – favorecem uma instalação rápida e caprichada. A ideia é evitar a qualquer custo o uso do ajuste keystone e, assim, distorções na imagem, como em qualquer projetor.

A área da lente é grande, fundamental para movimentá-la em ambos os sentidos com o Lens Shift. É também protegida por uma porta motorizada que se abre automaticamente quando ligamos o projetor, dando um “clima de cinema” às sessões. Duas entradas HDMI nos permitiram conectar Blu-ray e decoder de TV paga. Com os ótimos ajustes de Lens Shift, em menos de dez minutos a projeção estava perfeitamente alinhada com a tela, em distâncias de 2m70 para 92” com zoom no máximo e 5m80 no mínimo.

As teclas de menu ficam discretas na lateral do projetor, porém, a menos que o usuário tenha um sistema de controle ou automação, dificilmente abdicará do controle remoto. Um excelente acessório com teclas grandes e retroiluminadas para acesso a todas as funções de maneira bem intuitiva.

AJUSTES VARIADOS

Os modos DINÂMICOS e LIVING ROOM são indicados para visualização diurna e usam toda a potência da lâmpada. Já o NATURAL para pouca luminosidade, enquanto CINEMA e B&W CINEMA para sala escura, por isso operam com lâmpada no moco ECO e propiciam uma qualidade de branco mais quente.

Mesmo assim, foi preciso reduzir ligeiramente o contraste, para uma boa diferenciação entre cinzas escuros e preto, e aumentar a saturação de cor. Há regulagens avançadas de GAMMA, RGB (vermelho, verde e azul) e até de CMY (ciano, magenta e amarelo) para profissionais. Para melhorar o contraste, o recurso AUTO IRIS reduz automaticamente a iluminação nas cenas escuras para aprimorar o nível de preto quando necessário.

Já o SUPER RESOLUTION corrige contornos e reduz ruídos de imagens em baixa definição, como de DVD. Podem ser salvos na memória até 10 ajustes diferentes. E o menu pode ser configurado para o português. Tradicional nos projetores da marca, a função PIP mostra duas fontes de sinal na tela. A diferença nessa nova geração é a possibilidade de exibir imagens distintas através de duas conexões HDMI, e não apenas analógica.

3D EM TUDO

Acompanham o projetor dois óculos ativos e recarregáveis por USB. Podem ser adquiridos modelos opcionais da própria Epson ou de outros fabricantes que funcionem via radiofrequência, como a Samsung. Mesmo havendo só dois modos (DYNAMIC e CINEMA), todos os ajustes de vídeo podem ser feitos individualmente à reprodução 3D. A exceção fica com a lâmpada, que funciona permanentemente em alta potência para suprir a perda de luminosidade com a tecnologia ativa.

Vimos Noé e Meu Malvado Favorito em 3D. No início, as imagens assustam pelo forte crosstalk (sombras) e má fluidez de quadros. Para resolver esses problemas, escolhe-se a opção “inversão de óculos 3D” (INVERSE 3D GLASSES). Quando objetos ou paisagens de segundo plano se destacaram demasiadamente, refizemos o ajuste para que o 3D voltasse ao normal. Feito isso, as imagens fluíram livremente, sem interferências nos quadros, e o crosstalk foi praticamente eliminado.

Com três modos de intensidade, a conversão 2D para 3D, rara de se ver em projetores, fez um bom trabalho a partir de filmes Blu-ray. Apesar de que o tamanho da tela tenha influenciado, pela primeira vez, vimos uma simulação 3D com efeito de profundidade bastante convincente.

AVALIAÇÃO

No Epson Pro Cinema 4030, quase não se ouvem ruídos de ventoinha. A boa vedação de luz do gabinete evita a semelhança com um lustre de teto durante a projeção. Ocorre forte aquecimento no lado esquerdo do aparelho, local próximo à lâmpada. Mas após mais de seis horas ininterruptas de funcionamento, a preocupação não se justificou (veja este vídeo sobre o aparelho).

Filmes como O Espetacular Homem Aranha 2 e Capitão Phillips ajudaram a conhecer o bom contraste do projetor nas cenas noturnas. Nesse último, a tentativa frustrada de resgate do capitão à noite serviu para que deixássemos o AUTO IRIS sempre ligado. Além de ser totalmente silenciosa (diferente de outros modelos), essa tecnologia melhora sensivelmente a qualidade do preto. Seja com conteúdos em Blu-ray ou HD da TV paga, o 4030 apresentou detalhamento preciso com contornos finos e nitidez (de pele, cabelos e textos) excepcional.

Lamentamos apenas a ausência de recurso de interpolação de quadros, que poderia conferir maior definição às imagens. A saída de brilho do projetor não produz cores tão fortes durante o dia, ou com as luzes do ambiente ligadas, mesmo no modo de lâmpada NORMAL. Mas no escuro, as tonalidades são equilibradas, intensas e, com a resolução Full-HD, as imagens tornam-se ainda mais realistas.

FICHA TÉCNICA 

MODELO: projetor Epson PowerLite Pro Cinema 4030
TECNOLOGIA: 3LCD
RESOLUÇÃO: 1.920×1.080p
CONTRASTE DINÂMICO: 120.000:1
BRILHO: 2.000 Lumens
ABERTURA DE TELA: até 300”
CONEXÕES: HDMI (2), componente, RGB, vídeo composto, RS-232C e Trigger 12V
DIMENSÕES: (L x A x P): 46 x 15 x 39cm
PESO: 8kg
LÂMPADA: 5.000 horas (modo Eco), 4.000 (modo Normal)
RUÍDO: 22dB (Eco), 32dB (Normal)
CONSUMO: 280W (modo Eco), 350W (modo Normal e 3D)